WM-Durststrecke ungleich Krise | Um jejum nas Copas não deve ser crise

Eine Einordnung zur Situation des brasilianischen Fußballs. Auf Deutsch und Portugiesisch.

PORTUGUES

O Brasil vai ter que esperar pelo menos 28 anos pela próxima vitória nas Copas do Mundo. O brilho do título de 2002 está cada vez mais distante. Depois das decepções das últimas edições, a esperança era a contratação de Carlo Ancelotti, mas a seleção foi eliminada já nas oitavas-de-final pela primeira vez desde 1990. O que aconteceu com o futebol brasileiro? E como será seu futuro?

Atualmente, o futebol brasileiro não vive um momento de declínio, mas sim de maior concorrência. Os chamados países pequenos têm alcançado e não perdem mais tanto potencial. O nível básico tanto na qualidade individual quanto na qualidades tática dos times, é muito maior no futebol mundial do que 20 ou 25 anos atrás. Assim, tem sido mais difícil brilhar ou dominar nesse ambiente competitivo.

É verdade que existem alguns problemas no futebol brasileiro que precisam mudar. Muitos deles já persistem há décadas: um calendário sobrecarregado, estruturas degradadas dentro de muitos clubes, diminuição de espaço e tempo para as crianças praticarem o jogo. Recentemente, transferências prematuras de jovens talentos para a Europa tem prejudicado o desenvolvimento deles. Apesar disso, o Brasil conseguiu vencer Copas do Mundo mesmo com essas deficiências. Por outro lado, o Brasil não tem vivido um período completamente sem sucesso nos últimos anos.

Sem dúvida, estamos acompanhando o maior jejum da história da seleção brasileira em Copas do Mundo, mas será que podemos realmente falar de uma crise em um país

Sem dúvida, estamos acompanhando o maior jejum da história da seleção brasileira em Copas do Mundo, mas será que podemos realmente falar de uma crise em um país
• que impressionou nas Copas de 2018 e 2022 com seleções táticamente e individualmente muito fortes, sendo eliminado com mal sorte
• que, desde 2016, sempre tem sido entre os seis melhores equipes no Ranking Mundial da FIFA, exceto de um único mês só (outubro de 2025), ficando entre os melhores três por toda a era Tite
• cuja seleção chegou para dois finais nas últimas duas edições da Copa América
• cujos clubes se destacaram nas últimas edições da Copa Libertadores sem precedentes históricos, com cinco finais entre brasileiros em seis anos
• que contou com três dos melhores defensores da sua história nos últimos anos (Thiago Silva, Marcelo, Dani Alves)
• que relevou dois jogadores quase vencendo a Bola de Ouro (Neymar e Vini Júnior)
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O Brasil ainda consegue formar jogadores de altíssimo nível, mesmo que o grupo reunido para a Copa deste ano tenha sido um dos menos impressionantes de sua história recente, especialmente diante das lesões de Rodrygo e Estevão.

O Brasil sabe competir no topo do mundo, embora algumas outras nações como a Espanha, a França ou a Argentina estejam se destacando um pouco mais.

A seleção brasileira ainda pertence às eqiuipes mais fortes do mundo. Foi assim nas vitórias nas Copas do Mundo de 1970 ou de 2002, e foi assim durante o jejum entre 1970 e 1994. As seleções brasileiras cada vez se encontravam na luta pelo título – e isso não tem mudado muito nos últimos anos. O Brasil contou quase sempre com um elenco forte, com jogadores bons ou muito bons, mas sem se destacar de maneira contínua ou permanente.

Nesse contexto, nem mesmo o primeiro jejum entre os anos 1970 e 1994 pode ser descrito como um único período de crise. A história sempre estava evoluindo como um certo vaivém. Três dos cinco títulos mundiais do Brasil aconteceram na era muito especial de Pelé, e os outros dois em uma eṕoca destacada nos anos 90 (até o início dos anos 2000) quando o país se aproveitava de vantagens demográficas. Os anos de nascimento a partir de 1973 (sobretudo até 1983; e com a mortalidade infantil diminuindo), os mais numerosos da história brasileira, foram a base por tres finais consecuctivas em Copas do Mundo entre 1994 e 2002, junto com a força do 4-2-2-2.

Então, os resultados nas Copas do Mundo não devem servir de único termômetro, especialmente por causa do formato do torneio. O sistema de mata-mata faz com que cada partida tenha um peso muito maior, e pequenos erros são difíceis de corrigir. Uma única derrota pode anular, em tese, anos de uma sequência vitoriosa antes e depois dela. Os resultados da seleção tem sido muito bem nos últimos 15 anos, embora das eliminações nas copas.

Se houver um período com muitos maus resultados num ciclo da Seleção, vale pelo ciclo desde a Copa de 2022. A eliminação para a Croácia quase criou uma histeria e fortaleceu o discurso de que há uma crise. Foi esse mesmo discurso que contribuiu para o risco de uma crise verdadeira surgir. Sob a impressão da Copa de 2022 e dos sucesso de treinadores como Abel Ferreira ou Jorge Jesus, a CBF se concentrou demais na contratação de Carlo Ancelotti. Assim, tanto Fernando Diniz quanto Dorival Júnior (que só perdeu 2 em suas 16 partidas) tiveram que enfrentar uma pressão enorme, o que tornou qualquer forma de paciência impossível.

Não falta muito para o Brasil voltar ao topo do mundo, porque o nível básico ainda está alto. Talvez baste um bom desenvolvimento nas carreiras de Rayan e Breno Bidon, ou talvez algumas decisões corretas na escolha dos treinadores — mesmo que não haja garantia de que isso seja suficiente. Não faltou muito para o Brasil avançar pelas semi-finais nas Copas de 2018 e 2022. E não faltou muito para o Brasil ser eliminado nas oitavas-de-final para a Bélgica na Copa vitoriosa de 2002.

Que lição se pode tirar de tudo isso? A discussão sobre o momento atual da seleção e do futebol brasileiro exige mais calma e equilíbrio. Será fundamental que o maior número possível de treinadores competentes, sobretudo nas categorias de base, participe do processo. Sejam técnicos brasileiros competentes, que existem, ou técnicos estrangeiros. Só seria um erro preferir tećnicos estrangeiros e suas ideias apenas pela origem estrangeira.

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DEUTSCH

Mindestens 28 Jahre wird Brasilien auf den nächsten WM-Titel warten müssen. Der Glanz von 2002 verblasst zusehends. Nach den Enttäuschungen der letzten Tuniere war die Verpflichtung von Carlo Ancelotti die große Hoffnung, aber die Seleção schied erstmals seit 1990 bereits im Achtelfinale aus. Was ist mit dem brasilianischen Fußball passiert? Und wie sieht seine Zukunft aus?

Aktuell befindet sich der brasilianische Fußball nicht so sehr in einer Situation des Niedergangs, vielmehr in einer Situation größerer globaler Konkurrenz. Die sogenannten „kleinen Nationen“ haben aufgeholt, lassen nicht mehr so viel Potential liegen. Das individuelle wie strukturelle Grundniveau im Weltfußball ist viel höher als vor 20 oder 25 Jahren. So ist es schwieriger geworden, zu brillieren oder zu dominieren.

Tatsächlich gibt es einige Probleme im brasilianischen Fußball, die sich ändern müssen. Viele von ihnen bestehen bereits seit Jahrzehnten: der überfüllte Spielplan, die undurchsichtigen Strukturen innerhalb vieler Vereine, die Verknappung von Raum und Zeit vieler Kinder zum Fußballspielen. Hinzu kommen neuerdings überfrühe Wechsel von talentierten Nachwuchsspielern nach Europa, die deren weitere Entwicklung oft stören. Trotzdem hat Brasilien selbst mit diesen Problemen schon Weltmeisterschaften gewinnen können. In den letzten Jahren erlebt das Land nun auch keine völlig erfolglose Zeit.

Zweifellos ist die Seleção gerade so lange ohne WM-Titel wie nie zuvor, aber kann man wirklich von einer fußballerischen Krise eines Landes sprechen,
• das bei den Weltmeisterschaften 2018 und 2022 mit sehr starken Teams aufwartete und jeweils unglücklich ausschied
• das seit 2016 stets unter den besten sechs Nationen der FIFA-Weltrangliste stand, mit Ausnahme eines einzigen Monats (Oktober 2025), und während der gesamten Amtszeit von Tite sogar unter den Top3
• dessen Nationalelf bei zwei der drei letzten Ausgaben der Copa América das Finale erreichte
• dessen Vereine in der Copa Libertadores historisch beispiellose Ergebnisse in den 2020er-Jahren erzielen, mit fünf rein brasilianischen Finals innerhalb von sechs Saisons
• das in den vergangenen Jahren über drei der besten Abwehrspieler seiner Geschichte verfügte (Thiago Silva, Marcelo, Dani Alves)
• das in jüngerer Vergangenheit zwei Beinahe-Weltfußballer hervorbrachte (Neymar und Vini Júnior)
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Brasilien bildet immer noch Spieler auf höchstem Niveau aus, auch wenn der Kader der diesjährigen WM einer der schwächsten der eigenen Turniergeschichte war, nicht zuletzt auch im Rahmen der Verletzungen von Rodrygo und Estevão.

Brasilien kann immer noch in der Weltspitze mitspielen, auch wenn einige andere Nationen wie Spanien, Frankreich oder Argentinien zuletzt etwas mehr herausstachen.

Die Seleção gehört immer noch zu den stärksten Nationalmannschaften der Welt. Das war bei den WM-Titeln 1970 oder 2002 so, und es war auch während der titellosen Jahre von 1970 bis 1994 so. Jedes Mal spielte Brasilien im Titelkampf mit – und daran hat sich auch in den letzten Jahren nichts geändert. Das Land verfügte stets über eine starke Mannschaft, mal mit guten und mal mit sehr guten Spielern, ohne jedes Mal so stark zu sein wie etwa über weite Teile der herausragenden 90er-Jahre.

Schließlich waren die titellosen Jahre zwischen 1970 und 1994 keineswegs eine einzige Krisenphase, nur weil der WM-Sieg fehlte. Die Geschichte vollzieht sich komplexer zwischen Höhen und Tiefen. Drei der fünf brasilianischen WM-Titel entstammen der besonderen Ära Pelés, und die beiden anderen einer herausragenden Epoche der 90er-Jahre (bis in die frühen 2000er-Jahre hinein), als das Land von demographischen Vorteilen zehrte. Die Jahrgänge ab 1973 (vor allem bis 1983; und im Verhältnis zur sinkenden Kindersterblichkeit), die geburtenstärksten der eigenen Geschichte, bildeten, zusammen mit der Stärke eines 4-2-2-2-Modells, die Grundlage für drei aufeinanderfolgende WM-Finals von 1994 bis 2002.

Das Abschneiden bei Weltmeisterschaften darf nicht der alleinige große Gradmesser sein, gerade angesichts des Formats solcher Turniere. Der KO-Modus macht das einzelne Spiel enorm wichtig und kleine Schwächemomente sehr schwierig zu korrigieren. Eine einzige Niederlage kann im Extremfall eine jahrelange Siegesphase gänzlich in den Hintergrund rücken. In den letzten 15 Jahren waren die Ergebnisse der brasilianischen Nationalmannschaft rund um die WM-Turniere herum meistens sehr gut.

Wenn überhaupt ein Zeitraum aus dieser Rechnung herausfällt, dann war es die Phase seit der WM 2022. Das damalige Ausscheiden gegen Kroatien erzeugte viel Hysterie und stärkte einen Krisendiskurs enorm. Genau dieser Diskurs trug dazu bei, dass eine tatsächliche Krise zu entstehen drohte. Unter dem Eindruck der WM 2022 und der Erfolge ausländischer Vereinstrainer wie Abel Ferreira und Jorge Jesus schoss sich der brasilianische Verband zu stark auf eine Verpflichtung von Carlo Ancelotti ein. Vor diesem Hintergund standen die „Übergangstrainer“ Fernando Diniz und Dorival Júnior (der bei aller Kritik nur 2 seiner 16 Partien verlor) unter einem solchen Druck, dass sie praktisch keinerlei Misserfolg verkraften konnten und keinerlei Geduld erwarten durften.

Brasilien fehlt nicht viel zur absoluten Weltspitze, weil das Grundniveau immer noch hoch ist. Womöglich reicht eine gute Karriereentwicklung bei ein oder zwei Spielern wie Rayan oder Breno Bidon, oder womöglich einige gute Entscheidungen bei der Trainerwahl. Brasilien fehlte nicht viel zum Halbfinaleinzug bei den Weltmeisterschaften 2018 und 2022. Genauso wenig fehlte bei der siegreichen WM 2002 zu einem vorzeitigen Aus des späteren Titelträgers im Achtelfinale gegen Belgien.

Was lässt sich daraus nun mitnehmen? Die Diskussionen über die aktuelle Lage der Seleção und des brasilianischen Fußballs braucht mehr Gelassenheit. Es wird für die Zukunft letztlich entscheidend sein, dass möglichst viele kompetente Trainer, vor allem im Jugendbereich, ans Werk gehen dürfen. Das können kompetente brasilianische Trainer sein, die es gibt, oder auch kompetente ausländische Trainer. Ein Fehler wäre es nur, ausländische Trainer und ausländische Konzeptionen allein deshalb zu bevorzugen, weil sie von außerhalb stammen.

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